O Gamergate 5 anos depois. E seu papel para a extrema direita
Cesar Gaglioni
22 de agosto de 2019(atualizado 28/12/2023 às 12h26)Em 2014, movimento que surgiu em fóruns online gerou uma onda de ataques misóginos e teve desdobramentos políticos que ainda ecoam nos EUA e no Brasil
A desenvolvedora de jogos Zoe Quinn foi o primeiro alvo do Gamergate. Ataques se expandiram com o passar do tempo
O Gamergate completou cinco anos em agosto de 2019. Travestido de debate sobre a ética no jornalismo de videogames, em 2014 o movimento se desenrolou em fóruns virtuais e se tornou uma onda de ataques misóginos nas redes sociais a mulheres que fazem parte da comunidade gamer, como desenvolvedoras de jogos, jornalistas do setor e jogadoras.
Com início em uma fofoca conjugal, o Gamergate teve impactos que foram além do universo dos games. Hoje o movimento é relacionado ao crescimento da extrema direita ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o líder da campanha de Donald Trump, Steve Bannon, disse ter usado o movimento como uma de suas inspirações para pensar a estratégia de Trump rumo à Casa Branca em 2016.
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