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SUS inclui Paxlovid no tratamento de casos leves de covid

Da Redação

08 de maio de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h29)

Medicamento produzido pela Pfizer é recomendado para adultos que estão com a doença e apresentam risco de progressão para casos graves

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FOTO: JENNIFER LORENZINI/REUTERS – 8.FEV.2022

Embalagem de paxlovid em hospital na Itália

Embalagem de paxlovid em hospital na Itália

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão do medicamento Paxlovid no SUS (Sistema Único de Saúde) para pacientes com casos leves de covid-19 que possuem riscos de agravamento da doença. É a primeira pílula oral antiviral desenvolvida especificamente contra o novo coronavírus a ser utilizada no país. O uso da medicação tem o objetivo de prevenir complicações e possíveis internações e mortes.

Em 30 de março, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acatou o pedido da Pfizer para uso emergencial do remédio no Brasil. Ele só poderá ser vendido com prescrição médica.

O Paxlovid consiste em duas pílulas: a nirmatrelvir, que foi desenvolvida exclusivamente para esse propósito, e a ritonavir, que já era usada no tratamento do HIV. Elas atuam em conjunto para bloquear uma enzima usada pelo coronavírus para se replicar no corpo humano e não devem ser ingeridas por um período maior do que cinco dias. Segundo estudo realizado pela Pfizer, o medicamento reduz em 89% o risco de morte ou hospitalização pela doença.

O medicamento é indicado para adultos que apresentam risco aumentado de progressão para covid grave, mas que não precisam de oxigênio suplementar. O Paxlovid não é indicado para gestantes nem para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal, pois não há dados de como o medicamento reage nestes grupos.

Em abril, o medicamento baricitinibe foi incorporado ao SUS para tratamento de casos graves da covid-19. Já registrado no Brasil para o tratamento de artrite reumatoide e dermatite atópica, ele também foi recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

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