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Já não sou de ter esperança em muita coisa, mas a possibilidade de ver Bolsonaro e Trump na cadeia começa a me animar. Pelo menos, os processos se acumulam contra eles – e é melhor ler notícias a esse respeito do que saber dos novos incêndios, ondas de calor e derretimentos polares que, para voltar ao começo do parágrafo, me deixam sem esperança de muita coisa.
Você sabia que os carros elétricos, por serem mais pesados, despejam micropartículas de asfalto na atmosfera (dado o atrito dos pneus) em quantidade muito maior do que os carros comuns?
Não vai ser isso, claro, que tornará a gasolina uma opção melhor para o meio ambiente. Mas o que me deixa frustrado é que dentro de cada solução novos problemas se escondem.
Cientistas começam a olhar bem de perto os desastres da sociedade de consumo – e descobrem micropartículas de plástico em toda parte: numa polpa de acerola, num filé de salmão grelhado, numa folha de espinafre, e daí para dentro do coração de quem os consumiu.
Já imaginou se o microplástico começar a transmitir doenças também? A inteligência artificial, conduzida por russos ou chineses, poderia produzir uma espécie de vírus indestrutível, à base de moléculas de polipropileno, e aí nem quem fugir para Marte estará a salvo.
Marcelo Coelhoé jornalista, com mestrado em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo). Escreveu três livros de ficção (“Noturno”, “Jantando com Melvin” e “Patópolis”), dois de literatura infantil (“A professora de desenho e outras histórias” e “Minhas férias”) e um juvenil (“Cine Bijou”). É também autor de “Crítica cultural: teoria e prática” e “Folha explica Montaigne”, além de três coletâneas com artigos originalmente publicados no jornal Folha de S.Paulo (“Gosto se discute”, “Trivial variado” e “Tempo medido”).
Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do Nexo.
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