Entrevista

‘O luto por Kathlen representa um conjunto de despedidas’

Mariana Vick

09 de junho de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h10)

Ao ‘Nexo’, a psicóloga Clélia Prestes fala sobre o impacto para a população negra da recorrência de casos como o da jovem grávida morta durante uma operação policial no Rio

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FOTO: RICARDO MORAES/REUTERS – 09.JUN.2021

Mulher negra, usando máscara, segura um cartaz com uma foto em preto-e-branco de Kathlen Romeu.

Manifestante em protesto contra a morte de Kathlen Romeu, no Rio de Janeiro

A recorrência de mortes como a de Kathlen Romeu deixa a população negra brasileira num estado de luto coletivo e permanente, na visão da psicóloga Clélia Prestes, que atua na Amma Psique, ONG que trata dos efeitos psicossociais do racismo. “A cada novo episódio de extermínio em operações policiais, passa-se a mensagem de que as vidas negras não têm valor”, disse a doutora em psicologia social pela USP (Universidade de São Paulo) em entrevista ao Nexo .

Aos 24 anos e grávida, a designer de interiores Kathlen de Oliveira Romeu foi morta após ser atingida por um tiro durante uma operação da Polícia Militar na terça-feira (8) na comunidade de Lins, no Rio de Janeiro. O assassinato da jovem causou comoção nas redes sociais, onde as pessoas compartilharam fotos de Kathlen e relatos de sua história .

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