O que é o biohacking. E como ele é adotado no Vale do Silício
Cesar Gaglioni
23 de novembro de 2019(atualizado 28/12/2023 às 12h30)Conjunto de práticas visa melhorar as condições físicas e mentais de seus adeptos, baseando-se na filosofia do transhumanismo
Práticas tão diferentes como tomar café misturado com manteiga ou implantar chips de radiofrequência sob a pele fazem parte de uma mesma cultura, cada vez mais por compartilhada por executivos do Vale do Silício.
É o biohacking , nome dado ao “hackeamento” da configuração natural do corpo humano em busca de aprimoramento físico e mental. Voltado à melhora da produtividade e ao aumento da longevidade, esse conjunto de práticas nasceu do transhumanismo, movimento intelectual dos anos 1960, e se difundiu com mais intensidade a partir do fim da década de 1990, durante a revolução digital. E, atendendo ao DIY (“do it yourself”, ou “faça você mesmo”), um dos motes da comunidade biohacker, é feito sem acompanhamento médico.
Em entrevista à edição americana da revista Men’s Health, Dave Asprey, um dos mais famosos adeptos do biohacking e ex-vice-presidente da empresa de segurança digital Trend Micro, afirmou que adere às práticas porque quer “usar a ciência, a biologia e a auto-experimentação para ter controle e poder melhorar o próprio corpo, mente e vida”. O objetivo do executivo é viver até os 180 anos de idade.
A longevidade é um dos tópicos de maior interesse dos biohackers e do campo da biotecnologia como um todo. A Calico, empresa do conglomerado Alphabet (proprietário do Google), pesquisa formas de se retardar os efeitos do envelhecimento e recebeu um investimento de US$ 1 bilhão em 2018.
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