Expresso

Como as campanhas virtuais revelam a violência de gênero

Aline Pellegrini

01 de dezembro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h59)

Mulheres políticas têm três vezes mais chances de serem atacadas na internet com comentários sexistas do que homens políticos

FOTO: NACHO DOCE/REUTERS

Pessoa segura cartaz com rosto da vereadora Marielle Franco e, ao lado, criança segura uma folha A4 presa em um pedaço de madeira

Cartaz com rosto de Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018

A dificuldade de realizar campanhas presenciais durante o pleito de 2020 levou muitas candidatas a focar nas redes sociais, forma mais viável de se apresentar aos eleitores e expor seus programas de governo durante a pandemia. As campanhas virtuais, entretanto, expuseram ainda mais essas candidatas à violência política de gênero. “Doida”, “mentirosa”, “porca”, “comunista de merda” e “safada” foram alguns dos xingamentos mais recorrentes usados neste ano contra as candidatas.

Pesquisas procuraram mapear as candidatas que receberam mais ofensas e o que o conteúdo dos comentários revela. Segundo um estudo da organização mundial dos parlamentos, a UIP (União Interparlamentar), realizado com 55 parlamentares mulheres de 39 países das cinco regiões do mundo, 82% delas já foram alvo de violência psicológica, principalmente por meio das redes sociais. Além disso, 39% do total de entrevistadas afirmou que a violência atrapalhou ações dos seus mandatos.

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