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‘Ou fazemos eleições limpas ou não temos eleições’, ameaça Bolsonaro

Da Redação

08 de julho de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h13)

Sem apresentar provas, presidente afirma que devido ao sistema eleitoral eletrônico os pleitos passados foram fraudados. Para ele, só há eleições limpas com voto impresso, mas nenhuma fraude jamais foi comprovada com a urna eletrônica

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FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Bolsonaro fala para apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada

Bolsonaro fala para apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral e a fazer ameaças sobre o pleito de 2022, quando deve disputar a reeleição. Nesta quinta-feira (8), ele afirmou que as eleições podem não acontecer. “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

Sem apresentar provas, Bolsonaro tem afirmado que devido ao sistema eleitoral eletrônico os pleitos passados foram fraudados e a solução seria incorporar o voto impresso. As declarações não têm base na realidade. Não há qualquer registro comprovado de fraude no sistema de urnas eletrônicas, em vigor desde os anos 1990.

Na quarta-feira (7),em entrevista à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, o presidente ameaçou o Congresso. Ele disse que se o Legislativo não aprovar o voto impresso para as eleições de 2022, haverá “problemas” para os parlamentares, pois “algum lado pode não aceitar o resultado”. E completou: “Esse algum lado, obviamente, é o nosso lado. Nós queremos transparência.”

A pressão de Bolsonaro a favor do voto impresso aumentou depois que o governo sofreu novo revés na comissão da Câmara que analisa a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) sobre o tema, de autoria da deputada federal bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF). A votação do relatório favorável à mudança, proposto pelo deputado Filipe Barros (PSL-PR), foi adiada pela segunda vez após 11 partidos se mobilizarem contra o governo para impedir a aprovação da PEC na comissão. Sem maioria no colegiado, o governo busca evitar que a proposta naufrague no Congresso, tendência que vem crescendo entre os parlamentares.

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