Esquerda e direita disputam direito de protestar no 7 de Setembro
Da Redação
17 de agosto de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h18)Opositores e apoiadores de Bolsonaro marcaram atos na avenida Paulista, na mesma data, o que é proibido. Caso deve ser decidido na Justiça
Manifestantes contra Bolsonaro na avenida Paulista, em São Paulo
Manifestantes de esquerda e de direita reivindicam o direito de fazer um ato em 7 de Setembro na avenida Paulista, em São Paulo. Tanto opositores quanto apoiadores do presidente Jair Bolsonaro convocaram protestos no local, na mesma data, embora uma decisão judicial proíba a presença, ao mesmo tempo, de “movimentos ideologicamente opostos” na via, para evitar confrontos. O caso deve acabar na Justiça.
No final de julho, grupos antibolsonaristas passaram a divulgar uma manifestação pelo impeachment do presidente, marcada para o Dia da Independência, na avenida. Dias depois, no começo de agosto, apoiadores de Bolsonaro começaram a convocar um protesto na mesma data e local contra ministros do Supremo Tribunal Federal e a favor do voto impresso, tema que já foi barrado na Câmara dos Deputados, mas que continua sendo uma bandeira do presidente. O impasse, porém, não é resolvido por quem marca o ato primeiro.
Os grupos precisam notificar antecipadamente a Polícia Militar sobre os protestos, com informações sobre a previsão de público e o trajeto a ser realizado. Quando há conflito de agenda, é recomendado um rodízio, ou seja, cada grupo realiza, alternadamente, um ato nas datas sob disputa.
Segundo os opositores do presidente, a última data com conflito de agenda foi 1º de Maio, que acabou cedida aos bolsonaristas. Pela regra, portanto, eles teriam o direito de ir à Paulista em 7 de Setembro. Uma ata de agosto da Polícia Militar, porém, registra como 24 de julho a última disputa pelo direito de usar a via, que acabou naquele dia tendo protestos antibolsonaristas — enquanto um grupo pequeno organizou um ato de cunho religioso no parque Ibirapuera.
A esquerda, porém, contesta a informação e diz que vai acionar o Ministério Público. Segundo os opositores do presidente, o ato religioso em julho não foi um protesto organizado, mas uma iniciativa de um único indivíduo, que não participou da reunião de mediação. Eles dizem se tratar de uma “manobra” para impedir a manifestação. Já os bolsonaristas afirmam que vão acatar uma possível decisão judicial sobre o caso.
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