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Sem Febraban, Fiesp publica manifesto por ‘pacificação’

Da Redação

10 de setembro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h21)

Entidade que representa a elite industrial de São Paulo enfim divulga documento que gerou ameaças de racha na associação da bancos. Texto sai um dia após recuo de Bolsonaro diante do Supremo

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FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL – 11.05.2011

Skaf com o PMDB

Skaf após assinatura de ficha de filiação ao PMDB, em Brasília

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) publicou nesta sexta-feira (10) um anúncio pago em alguns dos principais jornais e sites do país com um manifesto intitulado A Praça é dos Três Poderes , no qual pede a pacificação da crise, sem se dirigir a nenhum dos Poderes especificamente.

A nota da Fiesp seria publicada antes das manifestações governistas de 7 de Setembro, nas quais o presidente Jair Bolsonaro inflamou sua base radical nas ruas, ameaçando intervir no Supremo Tribunal Federal e colocando em xeque a democracia . A publicação do manifesto às vésperas dos atos seria uma forma de parcela importante da elite econômica tentar dissuadir oímpeto golpista de Bolsonaro.

O processo de formulação do manifesto e o debate sobre a data de publicação quase provocou um racha em outra entidade, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), cuja decisão inicial de subscrever o documento levou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, estatais, a ameaçarem sair da entidade.

No fim, a nota da Fiesp foi publicada – sem que o nome da Febraban conste entre os signatários – no momento em que a tensão provocada por Bolsonaro já tinha arrefecido. Isso aconteceuum dia depois de o próprio presidente, aconselhado pelo seu antecessor Michel Temer, divulgar uma carta à Naçãominimizando suas declarações golpistas em 7 de setembro. No documento, Bolsonaro afirma que falas como a ameaça de intervir no Supremo e a promessa de desobedecer ordens do tribunal foram ditas no calor do momento– algo que, se cumprido, seria enquadrado como crime de responsabilidade pelo órgão, de acordo com o seu presidente Luiz Fux. Por intermédio de Temer, o chefe do Executivo ainda conversou por telefone com o ministro Alexandre de Moraes, relator de diversos inquéritos que emparedam Bolsonaro e seu entorno e principal alvo do presidente nas manifestações.

Sem citar Bolsonaro nem as ameaças que ele faz com frequência ao sistema democrático brasileiro, o manifesto da Fiesp pede “serenidade, diálogo” e “estabilidade”. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aliado histórico de Temer, é um empresário com pretensões políticas e e já tentou receber apoio de Bolsonaro para se lançar candidato ao governo do Estado de São Paulo.

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