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Geleiras dos Andes encolheram 42% nos últimos 30 anos

Da Redação

20 de maio de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h30)

Estudo detectou derretimento da superfície da neve andina em 30 anos. Carbono negro das queimadas na Amazônia contribuíram para acelerar o processo

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FOTO: DG DEFIS/REUTERS

Combinação de imagens de satélite mostra o deficit de neve na Cordilheira dos Andes. Fotos tiradas em 27 de julho de 2020 e 29 de julho de 2021

Combinação de imagens de satélite mostra o deficit de neve na Cordilheira dos Andes. Fotos tiradas em 27 de julho de 2020 e 29 de julho de 2021

As geleiras da Cordilheira dos Andes encolheram 42% em 30 anos e parte desse encolhimento é provocado pelo desmatamento da Amazônia, de acordo com um estudo científico publicado na revista Remote Sensing .

Em três décadas, a dimensão das geleiras do Andes presentes em Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela foi de 2.429,38 km² para 1.409,11 km², afetando principalmente as áreas situadas a menos de 5 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Nessa altitude, a perda chegou a 80%, com aceleração do derretimento sobretudo após 1995.

O carbono negro gerado por queimadas na Amazônia acelera esse derretimento quando entra em contato com a superfície das geleiras, de acordo com o estudo, feito em parceria entre a MapBiomas, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a Universidade Nacional Agrária La Molina e o Instituto de Pesquisas em Glaciares e Ecossistemas de Montanha, ambos do Peru.

Os autores do estudo alertam para os impactos que essas mudanças vão provocar não apenas na área ambiental, mas também na economia e na cultura dos que habitam essas regiões.

A Cordilheira dos Andes é a maior cordilheira continetal do mundo. Ela se estende por 8.500 km e tem altura média de entre 3.000 e 4.000 metros de altitude, incluindo o ponto mais alto do mundo fora da Ásia, o Aconcágua, com quase 7.000 metros de altitude.

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