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Polícia prende segundo suspeito pelo sumiço de Dom e Bruno

Da Redação

15 de junho de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h33)

Oseney da Costa Oliveira é irmão de Amarildo Oliveira, que já estava preso desde a semana passada. Buscas pelos desaparecidos continuam no Vale do Javari, Amazonas

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FOTO: AVENER PRADO/AGÊNCIA PÚBLICA

O suspeito Oseney da Costa de Oliveira é conduzido por policiais

O suspeito Oseney da Costa de Oliveira é conduzido por policiais

As autoridades que investigam o caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips prenderam nesta terça-feira (14), em Atalaia do Norte (AM), o segundo suspeito de envolvimento no desaparecimento da dupla. O nome dele é Oseney da Costa de Oliveira. Ele tem 41 anos e é irmão de outro suspeito preso desde a semana passada, Amarildo Oliveira.

Segundo comunicado da Polícia Federal, Oseney, cuja prisão temporária foi autorizada pela Justiça do Amazonas, foi interrogado terça para depois ser encaminhado para uma audiência de custódia. De acordo com o delegado da Polícia Civil do Amazonas em Atalaia do Norte, Alex Perez, duas testemunhas disseram que ele e seu irmão estavam no local onde teria acontecido o crime. O delegado diz que investiga um possívelhomicídio qualificado.

Também nesta terça, a Polícia Civil do Amazonas realizou buscas na comunidade São Gabriel, às margens do Rio Itaquaí, último lugar onde Pereira e Phillips foram avistados antes de desaparecer. Segundo a Polícia Federal, os agentes vistoriaram casas de moradores e interrogaram nove pessoas até terça-feira.

Os investigadores aguardam os resultados de três perícias. Uma delas é a comparação do sangue encontrado no barco de Amarildo com amostras de DNA dos familiares do indigenista e do jornalista. Também serão analisados um “material orgânico aparentemente humano” recolhido no Rio Itaquaí e objetos pessoais da dupla encontrados durante as buscas.

Dom Phillips e Bruno Pereira desapareceram quando se deslocavam da comunidade São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte, no Vale do Javari, no Amazonas. O caso ganhou repercussão internacional. Nesta quarta-feira (15), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse estar profundamente preocupado e disposto a trabalhar em conjunto com as autoridades brasileiras.

O governo brasileiro vem sendo cobrado por uma solução do caso. A Justiça chegou a ordenar reforços nas buscas pelos desaparecidos, que já duram mais de dez dias , e órgãos internacionais como a ONU e a Comissão Internacional de Direitos Humanos pediram celeridade às autoridades. Nos últimos dias, houve protestos no Rio de Janeiro e em Londres, nos quais os manifestantes pressionaram as autoridades por respostas a respeito do paradeiro de Phillips e Pereira.

A Terra Indígena Vale do Javari, uma das maiores do Brasil, virou palco de invasões e conflitos em anos recentes. Segundo a Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), Pereira vinha sofrendo ameaças por seu trabalho de proteger a floresta.

ESTAVA ERRADO: A foto que ilustra este texto não é de autoria da Polícia Federal, como afirmava a primeira versão publicada. A imagem é de Avener Prado, da Agência Pública. O crédito foi corrigido no dia 17 de junho de 2022, às 11h38.

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