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TSE e STF recusam convite de Bolsonaro para reunião sobre urnas

Da Redação

16 de julho de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h36)

Presidente convidou chefes de tribunais superiores para encontro com embaixadores estrangeiros sobre as eleições. Ministros Edson Fachin e Luiz Fux não comparecerão

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FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS

Edson Fachin chegando a uma sessçao do Supremo em outubro de 2017

Edson Fachin chegando a uma sessçao do Supremo em outubro de 2017

Os presidentes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) recusaram o convite de Jair Bolsonaro para participar de uma reunião com embaixadores estrangeiros marcada para a segunda-feira (18)no Palácio da Alvorada, em Brasília. A pauta do encontro serão as eleições.

O presidente da Justiça Eleitoral, Edson Fachin, afirmou que, por “dever de imparcialidade”, não pode comparecer a eventos organizados por candidatos ou pré-candidatos, como é o caso de Bolsonaro, que vai concorrer à reeleição.“Na condição de quem preside o tribunal que julga a legalidade das ações dos pré-candidatos ou candidatos durante o pleito deste ano, o dever de imparcialidade o impede de comparecer a eventos por eles organizados”, declara o ofício assinado por Fernanda Jannuzzi, chefe do Cerimonial do TSE.

Já Luiz Fux, presidente doSupremo Tribunal Federal, não estará em Brasília no dia do evento. Além de Fachin e Fux, também foram convidados Ana Arraes, presidente do Tribunal de Contas da União, Humberto Martins, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e Emmanoel Pereira, do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Apenas Pereira confirmou presença até agora.

Bolsonaro foi aconselhado por assessores da Presidência para convidar presidentes de tribunais superiores a participarem da reunião com chefes de missões diplomáticas, onde pretende apresentar para os representantes estrangeiros seu posicionamento de que houve fraude nas eleições brasileiras de 2014 e 2018. O presidente já fez uma série de acusações contra o sistema eleitoral, sem nunca apresentar provas que comprovem as alegações.

O anúncio da reunião com embaixadores foi feito durante a transmissão ao vivo semanal realizada por Bolsonaro em 7 de julho. Na live, o presidente afirmou que foram convidados 50 embaixadores.O encontro é considerado uma resposta a um evento realizado pelo tribunal eleitoral em maio que apresentou o sistema eleitoral brasileiro a representantes estrangeiros.

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