Bolsonaro ataca Fachin ao criticar decisões sobre armas
Da Redação
06 de setembro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h41)Presidente disse que, se for reeleito, pretende reverter decisões do ministro do Supremo que suspenderam decretos e normas editadas pelo seu governo e que magristrado ‘vai ter a hora dele’
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O presidente Jair Bolsonaro mostrou nesta terça-feira (6) descontentamento com as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin que suspenderam de forma liminar (provisória) decretos e outras normas editadas pelo governo federal para flexibilizar o porte, a posse e a compra de armas. O chefe do Executivo disse em sabatina a programa da Jovem Pan que o magistrado “vai ter a hora dele”.
“Não concordo em nada com o senhor Fachin. E peço a quem está assistindo: acredite em mim. Acabando as eleições, a gente resolve essa questão dos decretos em uma semana. Porque todo mundo tem que jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Encerrou por aqui o assunto dos decretos. Acabando as eleições, eu sendo reeleito, a gente resolve esse problema e outros problemas. Pode ter certeza disso. Todos têm que jogar nas quatro linhas da nossa Constituição”, declarou em entrevista ao Jornal da Manhã.
Fachin citou a violência política como motivo para tomar as decisões desta segunda-feira (5), que respondem a três ações abertas pelos partidos PT e PSB. “O risco de violência política torna de extrema e excepcional urgência a necessidade de se conceder o provimento cautelar”, justificou o ministro. Embora não tenha citado o feriado de 7 de setembro, ele argumentou que a campanha eleitoral de forma geral intensifica os riscos de violência.
Bolsonaro, que já tinha feito uma postagem nas redes sociais na segunda criticando o que chamou de “uma ação autoritária”, não concordou com a justificativa do ministro. “‘Violência política’? O que é isso? Inventaram agora violência política para pegar os decretos que estão com o ministro Kassio [Nunes Marques], sob pedido de vista, dar uma canetada por fora e falar: não tem mais armas no Brasil”, afirmou o presidente.
O chefe do Executivo também disse que a “bandidagem é protegida pelo senhor Fachin”. Além disso, ele atacou o Supremo, alegando que a Corte está “ideologizada” pelo PT. No entanto, afirmou que essa situação vai mudar caso seja reeleito, pois poderá “nomear quatro ministros”. Atualmente, somente Nunes Marques e André Mendonça foram indicados por Bolsonaro.
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