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2023 foi o ano com maior número de feminicídios no Brasil

Da Redação

07 de março de 2024(atualizado 08/03/2024 às 16h45)

Período registrou 1.463 casos de mortes violentas de mulheres. Levantamento analisa dados desde 2015, quando legislação sobre esse crime foi criada

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FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters - 29.06.2016

Ato em frente ao Congresso contra casos de feminicídio

O ano de 2023 bateu o recorde de feminicídios no país, com 1.463 registros. O número representa uma alta de 1,6% em relação ao do ano anterior e é o maior da série histórica. 

O levantamento, publicado nesta quinta-feira (7) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa registros de feminicídios desde 2015, quando o crime foi tipificado no Código Penal Brasileiro. 

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Feminicídio é o nome que se dá ao assassinato de mulheres especificamente devido à sua condição feminina. É o resultado mais extremo da violência de gênero, motivado pela misoginia e pelo desejo de dominar ou controlar a vítima, como explica um Glossário do Nexo Políticas Públicas. 

10.655

é a quantidade total de mulheres vítimas de feminicídio entre março de 2015 e dezembro de 2023, de acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O levantamento leva em conta os casos que foram classificados como crime de feminicídio, porém o número é possivelmente muito maior, já que muitos casos se encaixam na tipificação do feminicídio, mas não são registrados como tal, conforme explicou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em entrevista ao Nexo em fevereiro de 2022.

Os dados também apontam que 18 estados apresentaram taxa de feminicídio acima da média nacional, que ficou em 1,4 morte para cada grupo de 100 mil mulheres, como mostrou o site G1. A maior taxa foi registrada no Mato Grosso, com 2,5 mulheres mortas para cada 100 mil. Já o estado com menor incidência do crime foi o Ceará.

O levantamento faz ressalvas quanto aos dados cearenses porque alega haver um número muito baixo de feminicídios quando se comparam os números com o total de homicídios de mulheres no estado, o que pode provocar subnotificação dos casos”, conforme contou o jornal Folha de S.Paulo.

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