Bolsonaro e Lula gastam R$ 42 milhões em anúncios no Google
Caroline Souza e Gabriel Zanlorenssi
26 de outubro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h47)Candidato do PL gastou R$ 22,7 milhões, maior parte após polêmica envolvendo declaração sobre meninas venezuelanas. Lula gastou R$ 18,4 milhões
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A campanha virtual é central para candidatos de todos os cargos. Uma das principais estratégias adotadas é o pagamento de anúncios na internet e nas redes sociais. Somente no Google e suas plataformas , foram R$ 115 milhões gastos até 25 de outubro.
Desse total, R$ 42,1 milhões veio das campanhas de Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Os anúncios são principalmente de vídeos no Youtube e de propagandas que aparecem ao realizar uma busca no Google.
Os anúncios podem ser segmentados, aparecendo de acordo com o perfil de gênero e idade, como também por estado brasileiro. A estratégia dos candidatos tem sido de pagar anúncios para se defender de ataques, criticar o adversário e apresentar propostas.
Até o dia 25 de outubro, Bolsonaro era o candidato que mais havia gastado no Google, um total de R$ 23,7 milhões, contra R$ 18,4 milhões de Lula. Bolsonaro gastou R$ 18,3 milhões (80,5% do total do candidato) somente no 2° turno, contra apenas R$ 6,6 milhões de Lula (41,2% do total).
O atual presidente intensificou os gastos após a repercussão negativa da entrevista em que fala a expressão “pintou um clima” com meninas venezuelanas e supõe que elas fossem prostitutas. Entre os anúncios mais impulsionados, estava a mensagem “Bolsonaro NÃO é pedófilo”. O candidato gastou R$ 14,5 milhões na semana seguinte ao episódio.
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