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“O homem das novidades” (1928), de Buster Keaton, e “O homem com uma câmera” (1929), de Dziga Vertov, são filmes essencialmente históricos. Não por terem sido feitos no final da década de 1920, mas por inaugurarem, de certa forma, narrativas e linguagens. Se Keaton enquanto personagem da história improvisa, a câmera de Vertov segue o mesmo caminho.
“O homem das novidades” é aquele filme que começa de uma maneira misteriosa. Não se sabe, ao certo, o que vai acontecer, qual será o rumo da pessoa que vemos: um jovem, branco, que segura uma câmera na mão e parece filmar o apocalipse, uma guerra, o fim do mundo. Até que aparece Sally, uma garota jovem, branca, meio perdida e que chama atenção de Keaton. A partir desse encontro, a comédia, que às vezes parece um drama, se desenrola.
Yasmin Thaynáé cineasta, diretora e fundadora da Afroflix, curadora da Flupp (Festa Literária das Periferias) e pesquisadora de audiovisual no ITS-Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro). Dirigiu, nos últimos meses, “Kbela, o filme”, uma experiência sobre ser mulher e tornar-se negra, “Batalhas”, sobre a primeira vez que teve um espetáculo de funk no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e a série Afrotranscendence. Para segui-la no Twitter: @yasmin_thayna
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