‘Sul Global não pode abrir mão de pressão por mudança’
Marcelo Montanini
02 de março de 2024(atualizado 02/03/2024 às 02h23)Professor de relações internacionais da PUC-MG, Leonardo Ramos diz ao ‘Nexo’ que posições de Lula são estratégia para retomar protagonismo e que potências do Ocidente precisam entender que já não têm o mesmo peso político
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Biden, presidente dos EUA, e Lula, presidente do Brasil, em encontro em Nova York em 2023
Ao se posicionar assertivamente contra Israel ou não fazer isso contra a Rússia na guerra contra a Ucrânia, a despeito da posição dos EUA e dos países europeus, Lula Inácio Lula da Silva busca se posicionar como uma liderança do Sul Global e, com isso, vem conseguindo conquistar protagonismo. Essa é a avaliação de Leonardo Ramos, professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais).
Ramos avalia que os países do Sul Global (termo geopolítico para se referir a países em desenvolvimento, emergentes ou pobres) não podem abrir mão de pressionar por mudanças nas estruturas internacionais impostas há décadas por potências do Ocidente (EUA e Europa, basicamente), mas também não devem deixar de construir alternativas para o desenvolvimento. Para o professor, os países desenvolvidos precisam entender que o cenário global mudou e devem assumir suas responsabilidades.
Nesta entrevista ao Nexo, Ramos analisa os posicionamentos de Lula, a nova correlação de forças no mundo e os caminhos do G20, cuja primeira reunião dos ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais ocorreu entre 28 e 29 de fevereiro em São Paulo.
Como o senhor avalia os posicionamentos de Lula em relação aos conflitos atuais, muitas vezes críticos a posicionamentos de potências do Ocidente?
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