
Usuários de droga negociam pedra de crack fumada em cachimbos, na cracolândia de São Paulo
O termo cracolândia apareceu pela primeira vez na imprensa em 1995, numa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que noticiava a prisão de traficantes nos dias que se seguiram à inauguração da Delegacia de Repressão ao Crack em São Paulo. Na época, a publicação vinha abordando o que dizia ser uma “epidemia do crack” na cidade. “As ruas do bairro da Santa Ifigênia conhecidas como cracolândia continuam sendo percorridas pelos policiais. Os antigos casarões vêm sendo usados por traficantes para preparar pedras de crack”, dizia o texto.
Desde então, a expressão se tornou corriqueira e entrou para o vocabulário da população para designar locais onde grupos em situação de vulnerabilidade social consomem crack. Pela cracolândia de São Paulo, considerada uma das mais trágicas cenas abertas de consumo da droga no mundo, estima-se que passem diariamente cerca de 2.000 pessoas. Abaixo, o Nexo explica como ela surgiu, quais suas características e como os gestores públicos têm tentado lidar com a região nas últimas décadas.