Contágio sem sintoma: a confusão da OMS usada por Bolsonaro
Estêvão Bertoni
09 de junho de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h43)Presidente usou dado inconclusivo citado por porta-voz da organização para criticar prefeitos e governadores e defender reabertura. Entidade reafirmou que isolamento social é melhor estratégia para conter doença
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Uma declaração feita na segunda-feira (8) pela epidemiologista Maria Van Kerkhove, chefe do Programa de Emergências da OMS (Organização Mundial de Saúde), causou confusão ao sugerir que pessoas assintomáticas raramente transmitem o novo coronavírus. A fala gerou uma série de críticas de cientistas à entidade, que precisou reafirmar na terça-feira (9) que os infectados pelo Sars-CoV-2 que não manifestam sintomas podem sim passar a doença adiante.
Embora a frase de Van Kerkhove tenha sido uma resposta dada durante uma entrevista, ela foi encarada por alguns como uma posição oficial da entidade — o que colocava em dúvida a necessidade das medidas de distanciamento social recomendadas pela OMS e adotadas pela maioria dos países afetados pela pandemia. Na mesma noite, o presidente Jair Bolsonaro, contrário às medidas, usou a primeira fala da epidemiologista para atacar as quarentenas decretadas por governadores no Brasil.
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