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PIB brasileiro recua 0,1% após três trimestres de alta

Da Redação

01 de setembro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h19)

Inflação e juros altos travam consumo, enquanto indústria e agro registram quedas. Atividade econômica se mantém em nível pré-pandemia

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FOTO: PILAR OLIVARES/REUTERS – 10.MAI.2019

Um homem de regata e mochila está em frente ao açougue de um supermercado. Na vitrine, há diversas carnes expostas. Atrás do balcão, há um atendente. Pendurados no teto estão cartazes com os preços das carnes, em letras enormes.

Homem compra carne em supermercado no Rio de Janeiro

O PIB (Produto InternoBruto) do Brasil registrou queda no segundo trimestre de 2021, perdendo força depois de três altas seguidas. No período de abril a junho, o PIB teve queda de 0,1% em relação aos três meses anteriores, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (1º). No primeiro trimestre de 2021 a economia brasileira havia avançado 1,2%.

O PIB no Brasil

Variação do PIB

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um determinado período. O índice é usado para medir o avanço ou o recuo econômico no território nacional ao longo do tempo. No segundo trimestre, ele totalizou R$ 2,1 trilhões. Apesar da involução em relação ao período de comparação anterior, a atividade econômica se manteve no patamar registrado no quarto trimestre de 2019, antes da pandemia.

De acordo com o IBGE, a queda foi puxada por um recuo nos resultados da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%). Por outro lado, os serviços avançaram 0,7% no período, com as reaberturas e o avanço na vacinação contra a covid-19. O consumo das famílias, no entanto, não cresceu, o que foi atribuído à inflação e aos juros altos.

Devido ao impacto da pandemia, o PIB brasileiro fechou 2020 com uma queda de 4,1% em relação a 2019. Por isso, é esperado um crescimento significativo para o resultado anual de 2021, em comparação ao ano anterior. O mercado financeiro tem uma expectativa de que a alta seja de 5,2%, algo próximo a previsão do governo (5,3%). Já o Banco Central projeta que a economia brasileira feche o ano com avanço de 4,6% em relação a 2020. Essas estimativas foram divulgadas antes do resultado do segundo trimestre publicado nesta quarta-feira.

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