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Parlamento francês aprova passaporte sanitário mais rígido

Da Redação

06 de janeiro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h17)

Projeto que exige certificado de vacinação contra covid-19 para entrada em estabelecimentos é considerado vitória política para o presidente Emmanuel Macron. Regra ainda precisa passar pelo Senado

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FOTO: OLIVIER HOSLET/REUTERS – 11.12.2020

Macron gesticula ao falar a membros da União Europeia em Bruxelas

Presidente da França, Emmanuel Macron, durante cúpula da União Europeia e Bruxelas

O Parlamento da França aprovou nesta quinta-feira (6) projeto de lei para impor regras mais duras ao passaporte vacinal no país. O texto, que é defendido pelo presidente Emmanuel Macron, quer barrar os não vacinados em estabelecimentos como bares, restaurantes, museus e academias ao exigir o comprovante vacinal.

O projeto, caso seja aprovado no Senado, substitui o passe sanitário vigente no país, que hoje dá possibilidade de as pessoas também apresentarem um teste com resultado negativo para covid-19 como certificado de saúde. A proposta passou com folga no parlamento francês: 214 votos a favor, 93 contra e 7 abstenções.

Antes da votação, 52 parlamentares franceses disseram que receberam ameaças de morte de manifestantes contrários à vacinação — eles acusam o passe vacinal de “atacar a liberdade” individual. A parlamentar de centro-direita Agnes Firmin Le Bodo postou no domingo (2) em sua conta no Twitter um e-mail que recebeu com ameaças explícitas de morte por conta de seu apoio à medida. Nossa democracia está em perigo, disse.

O Senado deve votar a proposta na segunda-feira (10). Caso ela passe, a regra será obrigatória para toda a população com mais de 12 anos. A previsão é que o passaporte vacinal com regras mais rígidas comece a valer no dia 15 de janeiro, mas é possível que a vigência ganhe uma nova data.

A aprovação é considerada uma vitória para o presidente Emmanuel Macron, que se posiciona de maneira firme contra o movimento antivacina. Em entrevista ao jornal Le Parisen na quarta-feira (5) , ele disse querer irritar os não vacinados. Pesquisas apontam que a maioria dos franceses é a favor da medida, o que ajudaria Macron na tentativa de reeleição em 2022. No país, 79% receberam duas doses de vacina contra a covid-19 e 35%, a dose de reforço.

Na França, a exemplo de outros países pelo mundo, os casos de covid-19 cresceram, impulsionados pela chegada da variante ômicron , considerada mais transmissível. Antes da nova cepa, o recorde de novos casos em um dia havia sido de 118 mil. Na terça-feira (4), foram mais de 271 mil novos casos, o maior desde o início da pandemia.

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