Médicos pelo Brasil faz primeiras contratações após 3 anos
Da Redação
18 de abril de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h27)Programa lançado pelo governo Bolsonaro em 2019 para substituir o Mais Médicos oficializou a convocação de 529 profissionais
O Médicos pelo Brasil foi criado para substituir o Mais Médicos, adotado no governo de Dilma Rousseff (PT)
Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (18), o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou a convocação dos primeiros 529 profissionais do Médicos pelo Brasil. O programa, criado para substituir o Mais Médicos do governo Dilma Rousseff (PT), começa a ser colocado em prática três anos após seu lançamento. O Ministério da Saúde quer encaminhar médicos e tutores para cerca de 2.000 cidades brasileiras. A ideia é, nesta fase inicial, através de um investimento de R$ 783,6 milhões para contratações, disponibilizar 4,6 mil vagas até o final do ano.
O Médicos pelo Brasil foi criado em agosto de 2019 pelo então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil-MS). No entanto, teve seu início retardado devido à demora para regulamentar as atividades da agência responsável por gerir as contratações. Por conta desse atraso e da pressão causada pela pandemia, o governo optou dar continuidade ao Mais Médicos.
Agora que o Médicos pelo Brasil finalmente começou a ser colocado em prática, a estimativa da Saúde é de que o programa antigo, utilizado nos governos petistas, acabe em até três anos. A principal diferença entre ambos é a participação de estrangeiros: no Médicos pelo Brasil, eles só podem se inscrever após aprovação no exame de Revalida. Anteriormente, o Mais Médicos utilizava profissiais cubanos, mas o país anunciou a retirada deles logo após a eleição de Bolsonaro. O presidente chegou, inclusive, a criticá-los, afirmando que “grande parte deles não tinha qualquer qualificação”.
“Outras mudanças estão no tipo de contração oferecida pelo programa, na modalidade CLT com todos os direitos trabalhistas, benefícios adicionais para atuação nas áreas mais distantes, plano de carreira e melhores condições salariais, com remunerações de até R$ 24 mil”, afirmou em nota a pasta da Saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o percentual da população em situação de vulnerabilidade foram levados em conta para definir os locais para os quais serão enviados os médicos do novo programa, que reforçarão o atendimento feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A ideia é conseguir manter 16 mil profissionais contratados pelo Médicos pelo Brasil em todo o país.
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