Tainá de Paula
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A arquiteta e urbanista Tainá de Paula indica 5 obras para repensar criticamente os territórios
Esta seleção é um pequeno extrato de minhas leituras pessoais sobre cidades, território e desenvolvimento. Mas concretamente ela é parte de uma necessidade de pensar os territórios em uma nova perspectiva, mais próxima das pessoas e a partir de uma agenda de erradicação das desigualdades urbanas, sociais e ambientais. Há um duplo desafio colocado, sendo eu uma arquiteta e urbanista periférica: reconhecer os problemas centrais em nossas cidades, garantindo sempre uma leitura não eurocêntrica e pautada em nossa realidade urbanística; por outro lado é fundamental garantir sempre questões propositivas, a partir do meu olhar sobre as cidades, com mais equidade e garantia de direitos. Espero que gostem!
Josep Maria Montaner e Zaida Muxi
Com uma série de ensaios o livro aborda a importância do papel de arquitetos e urbanistas na formulação de políticas públicas voltadas para a erradicação das desigualdades sociais e para um novo projeto de desenvolvimento mundial. O livro ainda traz a discussão racializada e a perspectiva de gênero atrelada aos territórios.
Raquel Rolnik
O livro aprofunda a discussão dos efeitos do capitalismo nas cidades e territórios e mapeia os caminhos da pobreza urbana e a necessidade de um novo sistema produção, de acumulação e de propriedade.
Pedro Abramo
O livro traz o resultado das pesquisas do autor em favelas e subúrbios e seu comércio local imobiliário, ressignificando essa economia e redesenhando a desigualdade urbana de cidades como o Rio de Janeiro. O autor afirma a existência de uma classe média interna nas favelas e aponta potencialidades para esses territórios.
Erminia Maricato
O livro traz a crítica ao planejamento urbano praticado no Brasil, que exclui a população da grande maioria das decisões e indica o Estado como um braço do capital rentista e imobiliário no País. Uma aula de planejamento e urbanismo contemporâneo.
Hassan Fathy
O autor egípcio resgata a crítica ao processo modernista da hiperindustrialização da construção e do esvaziamento dos saberes populares no ato de construir. O autor é relembrado como base teórica dos processos construtivos que demandam saberes vernaculares e na habitação de interesse social. Hassan, além de propor sistemas construtivos mais populares, discute uma aproximação da arquitetura com o fazer e saber popular, inserindo a população na discussão de sua própria moradia e de suas cidades.
Tainá de Paula é arquiteta e urbanista, ativista feminista, atua nas áreas de habitação popular, planejamento urbano e arquitetura pública. É especialista em patrimônio cultural pela Fundação Oswaldo Cruz e mestre em urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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