Entrevista

Francisco de Paula Brito: um editor negro no Brasil do século 19

Juliana Domingos

02 de março de 2018(atualizado 28/12/2023 às 02h39)

Comerciante tornou-se uma figura proeminente do Império, teve escravos e deu o primeiro emprego a Machado de Assis

FOTO: REPRODUÇÃO

O editor era um homem negro livre, letrado, em um país ainda escravocrata

Imortalizado de casaca – traje reservado aos homens de posses e prestígio no Império – em seu único retrato conhecido hoje, Francisco de Paula Brito (1809-1861) foi um comerciante, livreiro impressor e editor que atuou no Rio de Janeiro por três décadas, entre 1831 e 1861.

Filho e neto de escravos libertos, Paula Brito começou como tipógrafo e se tornou um bem-sucedido empresário. Era um homem negro livre, letrado, em um país recém-independente e ainda escravocrata. Do ponto de vista editorial, foi ele quem “inventou” a literatura brasileira. Foi Paula Brito, ainda, quem deu o primeiro emprego, de revisor tipográfico, ao adolescente Machado de Assis.

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