Entrevista

O LSD no Brasil: de tratamento promissor a ícone cultural

Camilo Rocha

05 de setembro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h50)

O ‘Nexo’ conversou com Júlio Delmanto, autor de ‘História Social do LSD no Brasil’, sobre a chegada da substância ao país, seu uso medicinal e a repressão à droga durante a ditadura

FOTO: REPRODUÇÃO

Cartela com doses de LSD

Cartela com doses de LSD

Em 1965, uma série de seis artigos médicos publicados no jornal Folha de S.Paulo apresentava um promissor novo tratamento contra a dependência em drogas, em especial o alcoolismo, no que poderia ser “uma das maiores armas que se possui hoje contra esse vício”. O tratamento se baseava em um medicamento que a multinacional farmacêutica suíça Sandoz vinha promovendo entre médicos desde a década de 1950. Seu nome era dietilamida do ácido lisérgico, mais conhecido pela sigla LSD.

A série “Acido lisérgico e a lucidez”, assinada por Césario Morey Hossri, catedrático de hipnologia clínica, é evidência de que, antes dos hippies e da contracultura, o LSD era observado com um olhar completamente diferente. Há ampla documentação do período em que a droga recebeu um tratamento mais acadêmico e medicinal nos EUA e Europa. Com o livro “História Social do LSD no Brasil”, lançado em agosto de 2020 pela editora Elefante, o historiador Júlio Delmanto apresenta o até então desconhecido lado brasileiro da infância do ácido.

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