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Kanucha Barbosa


10 de janeiro de 2025

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A publicitária e escritora Kanucha Barbosa indica cinco livros que trazem as experiências pessoais para o primeiro plano

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Nunca pensei que “Quando eu olho para trás”, meu primeiro livro, seria exposto na sessão de autobiografias de uma livraria. Por que alguém iria querer ler sobre a vida de uma mulher anônima? Qual é a serventia de tanta exposição? 

 

A resposta veio quando me deparei com um livro de Édouard Louis. De certa forma, um autor que narra sua vida documenta modos de pensar, de sentir e de agir. Deixa gravado em suas páginas valores, lutas, desafios e crenças. Sua obra pode fornecer ferramentas para o leitor elaborar sentimentos e até se libertar de amarras ou crenças tóxicas. 

 

Um livro assim não precisa ter uma função social pré-determinada. Mas a memória do outro sempre me toca de certa forma. 

 

Queria ser grande, mas desisti

Bárbara Bom Angelo (independente, 2023)

 

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Em uma coletânea de textos, a jornalista Bárbara Bom Angelo traz reflexões deliciosas sobre a infância, o trabalho, a maternidade, o processo da escrita, as estrelas, a fé, os livros. Ou seja, sobre a vida pulsante que a cerca — e na qual nada passa batido. 

 

Mudar: Método 

Édouard Louis (trad. Marília Scalzo, Todavia, 2024)

 

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O que mais me impressionou na escrita de Édouard Louis neste livro foi a crueza dos relatos sobre seu processo de transformação. Caminhei junto com o autor, principalmente pelas ruas de Paris, enquanto ele mostrava lados não tão belos de si, mas com uma honestidade e coragem imensas.

 

O perigo de estar lúcida

Rosa Montero (trad. Mariana Sanchez, Todavia, 2023)

 

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Ao mesmo tempo em que fala sobre a criatividade e o processo de escrita de outros autores, Rosa Montero entrelaça suas próprias experiências e ideias neste livro tão vívido. Adoro a escrita de Rosa, frenética, cheia de informações e, acima de tudo, investigativa. 

 

Ioga 

Emmanuel Carrère (trad. Mariana Delfini, Alfaguara, 2023)

 

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“Os franceses têm, mesmo, esse fraco pela autoanálise”, foi o que uma amiga me disse quando eu estava contando a ela sobre “Ioga”, de Emmanuel Carrère. O que era para ser um livro sobre meditação acaba virando um relato sobre questões pessoais das mais profundas do autor. Leitura tocante e sensível.

 

Melhor não contar

Tatiana Salem Levy (Todavia, 2024)

 

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Para que se expor desse jeito? Essa é uma pergunta recorrente neste livro de Tatiana Salem Levy, que começa narrando uma memória desagradável sobre seu padrasto, fato que se torna um divisor de águas em sua vida. A autora ainda aborda assuntos difíceis como a doença, a morte, o aborto e as relações de diversas naturezas. 

 

Kanucha Barbosa nasceu em Cuiabá, em 1986, e se mudou para São Paulo aos 18 anos para cursar jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Mãe de Francisco, foi repórter e editora de sites e revistas como Glamurama, Elle, Estilo e Vogue por uma década. Trabalhou no mercado publicitário até que resolveu seguir sua maior vontade: ser escritora. Instagram: @kanuchabarbosa

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