Quais as brechas do estudo sobre uso de vermífugo contra covid
Estêvão Bertoni
27 de outubro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h56)Ministro Marcos Pontes fala em ‘mudar história da pandemia’ a partir de dados obtidos em pesquisa que custou R$ 5 milhões ao governo. Mas especialistas apontam para uma série de falhas nos resultados
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O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante entrevista no Palácio do Planalto
O governo federal anunciou em 19 de outubro que um estudo financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações havia comprovado que o vermífugo nitazoxanida, comercializado com o nome de Annita, era eficaz no combate à covid-19 por reduzir a carga viral no organismo. O anúncio associava um resultado secundário do estudo para passar a ideia de eficácia. Para especialistas, a conclusão foi precipitada e a pesquisa apresenta falhas.
Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto , em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, o governo exibiu um gráfico para ilustrar a redução da carga viral em pacientes que usaram o remédio. Para o ministro Marcos Pontes, a descoberta iria “começar a mudar a história da pandemia” e “ajudar a salvar vidas”.
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