Os gargalos do controle de armamentos num Brasil mais armado
Isabela Cruz
24 de julho de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h38)Caso em que Exército autorizou membro de facção criminosa a comprar fuzil e pistolas expõe os riscos do armamentismo em curso. Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, falou ao ‘Nexo’ sobre as resistências a uma fiscalização mais eficiente
Manifestação na avenida Paulista, em São Paulo
Após três anos e meio de medidas do governo Jair Bolsonaro que deixaram a população brasileira mais armada , casos de compra legalizada de arsenais em benefício de organizações criminosas colocam em evidência os riscos da política armamentista implementada.
Em meados de julho, por exemplo, uma investigação da Polícia Federal em Minas Gerais mostrou que um membro da facção PCC, que acumula 16 processos criminais, conseguiu comprar em 2021 duas carabinas, um fuzil, duas pistolas, uma espingarda e um revólver. Isso foi possível porque ele obteve do Exército seu registro como CAC, sigla para “caçadores, atiradores e colecionadores”.
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