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Ricardo Barros vira réu sob acusação de propina no Paraná

Da Redação

24 de novembro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h32)

Denúncia do Ministério Público estadual acusa líder do governo na Câmara de influenciar compra de empresas de energia eólica quando era secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul

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FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS – 23.JAN.2018

Imagem mostra o deputado federal Ricardo Barros, sentado, falando ao microfone, com o braço esquerdo erguido e apontando para o lado. Ao fundo, painel mostra logo do governo e símbolo do SUS

O deputado federal Ricardo Barros, na época em que era ministro da Saúde, durante o governo Temer

A Justiça Eleitoral do Paraná aceitou denúncia feita pelo Ministério Público do estado contra o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Com a decisão, Barros e outras quatro pessoas se tornaram réus pela sob acusação de um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro associado a caixa dois.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o esquema teve início em 2011 , quando Barros era secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná. De acordo com a denúncia, ele teria recebido R$ 5 milhões ao longo de dois anos para facilitar a compra de duas empresas de energia eólica pela Copel (Companhia Paranaense de Energia). O pagamento teria ocorrido em espécie e via doações eleitorais ao PP.

Essas duas companhias pertenciam à Galvão Engenharia , empresa que teria feito os pagamentos de propina para o agora deputado federal. Barros nega as acusações, e disse em nota que “a denúncia não se sustenta ”. Além de Barros, foram denunciados também Jean Alberto Luscher Castro e Eduardo Queiroz Galvão, executivos da Galvão Engenharia; e os empresários Delmo Sérgio Vilhena e Élio Alves Pereira.

Na terça-feira (23), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou o procedimento disciplinar contra o líder do governo na Casa. O processo apurava suspeitas de irregularidades na atuação do deputado na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal.

Na CPI da Covid, Barros foi citado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) por envolvimento com possíveis irregularidades na compra da Covaxin. Ele foi indiciado pela comissão sob suspeita de incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.

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