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Com alta de 1,62%, inflação de março é a maior em 28 anos

Da Redação

08 de abril de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h26)

Índice chega a 11,30% no acumulado em 12 meses. Combustíveis e setor de alimentos e bebidas foram os principais responsáveis pelo aumento

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FOTO: RODOLFO BUHRER/REUTERS – 10.MAR.2022

Homem uniformizado troca placas de preço em cima de uma escada e próximo a uma árvore.

Funcionário de posto de gasolina atualiza preços em Curitiba

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de março é o maior em 28 anos . O índice que aponta a variação na inflação teve aumento de 1,62% em relação a fevereiro. Com esse resultado, o indicador acumula até aqui uma alta de 3,20% no ano. Quando levados em consideração os últimos 12 meses, o aumento acumulado é de 11,30%— o maior nível desde outubro de 2003. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (8).

Para calcular o índice, o órgão analisou 17 capitais. Todas elas apresentaram aumento geral dos preços em março. As maiores altas foram em Curitiba (2,40%), Goiânia (2,10%) e São Luís (2,06%). Já as menores aconteceram em Rio Branco (1,35%) e Brasília (1,41%).

Desde 1994 quando IPCA teve alta de 42,75%, em meio à grave crise econômica que o Brasil vivia antes da implementação do Plano Real a inflação não registrava um aumento tão grande em março. O principal setor responsável por puxar o índice para cima foi o de transportes (3,02%), impulsionado pela elevação no preço dos combustíveis ocasionada por reajustes feitos pela Petrobras.

“Além dos combustíveis, outros componentes ajudam a explicar a alta nesse grupo, como o transporte por aplicativo (7,98%) e o conserto de automóvel (1,47%). Nos transportes públicos, tivemos também reajustes nas passagens dos ônibus urbanos em Curitiba, São Luís, Recife e Belém”, segundo o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

O setor de alimentação e bebidas (2,42%), segundo colocado entre aqueles com maior crescimento, também contribuiu para o resultado do IPCA em março. Junto com os transportes, ele corresponde a cerca de 72% do índice no mês. “Isso aconteceu por questões específicas de cada alimento, principalmente fatores climáticos, mas também está relacionado ao custo do frete. O aumento nos preços dos combustíveis acaba refletindo em outros produtos da economia, entre eles, os alimentos”, disse Kislanov. A única área que sofreu queda inflacionária foi a de comunicação, que caiu 0,05%.

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