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Confrontos caem 87% com uso de câmeras na PM de São Paulo

11 de abril de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h27)

Batalhões onde esses equipamentos são usados registram menor violência e maior produtividade. Governo estadual diz que ampliará uso em 2022

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FOTO: DIVULGAÇÃO/GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO/DIVULGAÇÃO/GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Policiais militares com câmeras acopladas em suas fardas

Policiais militares com câmeras acopladas em suas fardas

O uso de câmeras acopladas à farda dos policiais militares reduziu em 87% os casos de confrontos nas intervenções deflagradas pelos agentes dos batalhões em que essa tecnologia já está disponível, segundo dados da PM de São Paulo publicados no sábado (9) pelo jornal Folha de S.Paulo. A queda nesses batalhões foi dez vezes maior do que nos locais que ainda não adotam os equipamentos. O levantamento compara dados dos terceiros trimestres de 2021 e 2019.

A tecnologia passou a ser usada pela Polícia Militar em 2020. Segundo o levantamento, o dispositivo também contribuiu para uma maior proteção da tropa. As ocorrências de resistência às abordagens policiais caíram 32,7% nos batalhões que têm o equipamento à disposição, ante somente de 19,2% de queda nas unidades sem as câmeras.

Para o comando da PM, há efeito também na produtividade dos policiais. O total de flagrantes cresceu 41,4% nos batalhões que contam com a tecnologia. O número de apreensões de armas de fogo, 12,9%.

A acoplagem de câmeras nas fardas é uma medida defendida por entidades de defesa dos direitos humanos em virtude de seu impacto nos índices de letalidade policial. Atualmente, há 5.600 câmeras em utilização no estado. O governo, comandado desde abril por Rodrigo Garcia, diz que pretende ultrapassar a marca de 10 mil ainda em 2022.

Tarcísio de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Republicanos, disse na terça-feira (5) que pretende acabar com as câmeras porque elas limitam a ação dos policiais e podem representar uma ameaça para a segurança da tropa. O argumento contraria o levantamento da Polícia Militar.

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