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Justiça da Venezuela manda prender opositor González

Da Redação

03 de setembro de 2024(atualizado 03/09/2024 às 19h53)

Tribunal acata pedido do Ministério Público, controlado por apoiadores de Maduro. Candidato que reivindica ter vencido eleições é acusado de diversos crimes

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FOTO: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS - 25.JUL.2024Edmundo González discursa com microfone na mão esquerda

Edmundo González em discurso durante evento de campanha

A Justiça da Venezuela ordenou na segunda-feira (2) a prisão do opositor Edmundo González, que reivindica ter vencido as eleições presidenciais do país – questionadas pela sua falta de transparência. O tribunal acatou um pedido do Ministério Público, que é alinhado ao governo de Nicolás Maduro. 

González é acusado de crimes como falsificação de documentos oficiais, incitação de atividades ilegais, associação criminosa, sabotagem de sistemas e usurpação de funções da autoridade eleitoral. 

30 anos

é o tempo de reclusão a que o opositor pode ser submetido caso seja condenado por todos os crimes

Ao acatar o pedido do Ministério Público, a Justiça também alegou que González foi intimado para prestar depoimento três vezes e não compareceu. Conforme registrou o site G1, o procurador-geral, Tarek Saab, afirmou que as convocações ao opositor tinham como objetivo colher informações sobre a publicação das atas eleitorais num site feito pela chapa do candidato. 

Essas atas obtidas pela oposição são as únicas do pleito que vieram a público, apesar da pressão interna e externa para a divulgação completa dos documentos. Em Expresso, o Nexo esmiuçou o que são e o que mostram essas atas publicadas pela oposição.

Em 22 de agosto, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela validou a vitória de Maduro. A corte, cuja maioria é formada por juízes alinhados ao atual presidente, também proibiu a divulgação das atas eleitorais, como contou o Nexo

A ONU publicou um relatório, em 13 de agosto, que indicou opacidade do órgão eleitoral venezuelano. Uma conclusão semelhante veio do Centro Carter, um dos principais observadores externos das eleições no país, conforme apontou o Nexo. A organização americana declarou que o pleito não se adequou aos parâmetros e padrões internacionais de integridade eleitoral e não pode ser considerado democrático. 

No podcast Durma com Essa, o Nexo relatou que intermediadores externos como Brasil e Colômbia chegaram a sugerir a realização de um novo pleito para resolver o impasse venezuelano, mas a proposta foi rechaçada tanto pelo governo Maduro quanto pela oposição. 

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