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Após ataque a pagers, walkie-talkies explodem no Líbano

Da Redação

18 de setembro de 2024(atualizado 18/09/2024 às 19h59)

Dispositivos de membros do Hezbollah voltam a ser detonados. Pelo menos 20 pessoas morreram e 450 ficaram feridas, segundo Ministério da Saúde libanês. Israel não se manifesta

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FOTO: Hassan Hankir/Reuters - 18.set.2024

Libaneses em frente à uma loja de celulares que explodiu na cidade de Sidon

Walkie-talkies usados pelo Hezbollah explodiram nesta quarta-feira (18) no Líbano, deixando pelo menos 20 pessoas mortas e 450 feridas. O ataque ocorre um dia após a detonação de centenas de pagers usados por membros do grupo extremista no país. 

A NNA, agência de notícias estatal libanesa, afirmou que, além dos walkie-talkies, sistemas de energia solar residenciais explodiram em várias áreas da capital Beirute nesta quarta-feira (18). O Hezbollah, o governo libanês e agentes de inteligência americanos ouvidos por veículos de imprensa atribuem os ataques de terça (17) a Israel, que não se manifestou.

“O secretário-geral pede a todos os atores envolvidos que exerçam o máximo de contenção para evitar uma nova escalada” 

Stephane Dujarric

porta-voz de Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, em comunicado após o novo ataque

Muitos dos dispositivos explodiram durante o funeral dos membros do Hezbollah mortos no dia anterior pela explosão de pagers, como mostrou a agência de notícias Associated Press.

Os walkie-talkies eram menos usados pelo Hezbollah ​​do que os pagers que explodiram na terça-feira (17), segundo uma fonte afirmou à rede americana CNN. Eles só eram distribuídos para pessoas que organizavam multidões. 

Não há notícias sobre os autores do ataque contra o grupo libanês. Na explosão de pagers na terça-feira (17), o grupo Hezbollah acusou Israel de ter coordenado as detonações, como o Nexo registrou. O governo de Benjamin Netanyahu não comentou o caso.

Uma quantidade pequena de explosivos foi inserida em cada um dos 5.000 pagers encomendados pelo Hezbollah, conforme contou a Reuters. Segundo uma fonte ouvida pela agência de notícias, os serviços de inteligência de Israel foram os responsáveis por alterar os dispositivos.

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