Redesignação do sexo: a mudança física em busca da saúde mental
André Cabette Fábio
27 de maio de 2016(atualizado 28/12/2023 às 12h05)Desde 2008, o Sistema Único de Saúde oferece a cirurgia. Espera, porém, é longa, podendo durar até 20 anos
Nascida, batizada e criada como menino em uma família conservadora, a transexual Cristiane Beatriz Santos não se conformava com seu órgão sexual desde os seis anos. “Entortava para ver se desaparecia”, usava cuecas apertadas. Mais de uma vez levou surras de seus pais por motivos como usar uma presilha no cabelo.
Ela nasceu no começo dos anos 1980, na zona rural de Firminópolis, município com 11,6 mil pessoas a 100 km de Goiânia. Na adolescência, a aparição na TV da figura da transexual Roberta Close foi como uma “luz no fim do túnel”.
Cristiane Beatriz domou os trejeitos e abriu mão de usar roupas ou penteado feminino na frente da família. Tornou-se um garoto estudioso e recluso, mas intimamente decidido: passaria pelo mesmo procedimento de Roberta Close assim que se tornasse independente.
A história de Cristiane é representativa de um drama pelo qual milhares de transexuais mulheres e homens passam no Brasil na luta por assumir a própria identidade. Em 2009, ela realizou a cirurgia de redesignação sexual no Hospital das Clínicas de Goiânia, ligado à Universidade Federal de Goiás.
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