3 boatos verificados esta semana para você ficar de olho
Da Redação
11 de fevereiro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 23h33)O ‘Nexo’ integra o Comprova, coalizão de 40 veículos jornalísticos que busca combater a desinformação
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As redes sociais são um importante meio de comunicação para cidadãos e governos, ao divulgar e esclarecer assuntos de interesse público. Mas nelas também se proliferam posts, imagens e vídeos fabricados, manipulados ou retirados de contexto que podem causar danos. É um ambiente em que conteúdos podem ser disseminados rapidamente, sem preocupações com fonte ou veracidade.
Para combater a desinformação nas redes surgiu o Comprova, do qual o Nexo faz parte. A iniciativa, que teve início em 2018, está agora em seu quinto ano e conta com a colaboração de 40 veículos de comunicação para monitorar e verificar conteúdos suspeitos sobre políticas públicas do governo federal, a pandemia de covid-19, e as eleições de 2022.
O Nexo resume, abaixo, três verificações feitas pelo Comprova na semana que passou. Confira:
Em um vídeo que circula no Telegram e no Instagram, um médico nega a existência da epidemia de influenza no Brasil. Ele alega que, pela similaridade de sintomas entre as duas doenças, casos de covid-19 estariam sendo diagnosticados como infecções de influenza. Afirma ainda que pessoas vacinadas contra a covid-19 são mais vulneráveis à variante ômicron do coronavírus e recomenda o dito tratamento precoce, que não tem eficácia comprovada.
Ao contrário do que diz o médico, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Saúde reconhecem o aumento de casos de influenza no Brasil, em especial da variante H3N2, e vários estados já declararam situação de epidemia ou surto da doença.
Em relação à covid-19, estudos feitos nos Estados Unidos mostram que a maior parte dos infectados pela ômicron não foram vacinados . De acordo com outra pesquisa, realizada pelo Imperial College de Londres, o risco de reinfecção por covid-19 pela ômicron é maior para não vacinados do que para vacinados. A informação foi destacada em um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o avanço da variante, publicado em janeiro.
O Comprova entrou em contato com o médico para perguntar quais foram as fontes usadas para embasar o que é dito no vídeo, mas não houve retorno até a publicação desta verificação.
Até a data de publicação da checagem, o vídeo havia alcançado mais de 47 mil visualizações no Instagram e Telegram. A verificação foi realizada pelo Plural Curitiba e pela NSC Comunicação, e foi validada por outros veículos. Veja a verificação na íntegra .
Um texto que viralizou no Facebook e no WhatsApp diz que uma pesquisa eleitoral do Instituto Paraná Pesquisas mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) na liderança das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022 em todas as 27 unidades federativas. A consulta teria sido feita em 13 de janeiro com 25 mil participantes.
Esse levantamento não existe. Conforme mostra o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Instituto Paraná Pesquisas só realizou uma pesquisa eleitoral em 2022, entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro. Os resultados mostram o ex-presidente Lula (PT) à frente, com 40,1% das intenções de voto. Bolsonaro fica em segundo, com 29,1%.
O Paraná Pesquisas diz que o levantamento foi feito em 162 municípios dos 26 estados e no Distrito Federal. Mas o resultado por estado não é divulgado. O detalhamento geográfico se restringe a quatro regiões: Nordeste; Sudeste; Sul; e Centro-Oeste e Norte, que são analisadas em conjunto. Por esse critério, Lula aparece na frente no Nordeste e Sudeste. Bolsonaro lidera no Sul e no Centro-Oeste e Norte.
Outras pesquisas recentes também mostram Lula na frente, com Bolsonaro em segunda posição. É o caso dos levantamentos dos institutos Datafolha, Ipec, PoderData e Ipespe.
O conteúdo verificado foi encaminhado pelos leitores do Comprova pelo WhatsApp, onde o conteúdo circulou. Sugestões como esta podem ser encaminhadas pelo número (11) 97045-4984, ou por meio deste link . A verificação foi realizada pelo Jornal do Commercio e por participantes do programa de residência do Comprova, e foi validada por outros veículos. Veja a verificação na íntegra .
Em um vídeo publicado no Facebook, o ex-senador Magno Malta (PL-ES) afirma que o leite materno é como uma vacina para as crianças. Ele sugere que há possibilidade de que a vacinação infantil contra a covid-19 provoque problemas de saúde no futuro e até cause esterilidade nas meninas.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e especialistas consultados pelo Comprova dizem que as vacinas contra a covid-19 são seguras e que não há base científica para as alegações do ex-senador. O leite materno é fundamental à saúde do recém-nascido e carrega anticorpos desenvolvidos pela lactante, mas não garante a imunidade de crianças contra a covid-19 e, portanto, não substitui a vacinação.
Em 2020 e 2021, o número de mortes de crianças e adolescentes pelo novo coronavírus no Brasil superou a soma de óbitos do mesmo grupo por outras doenças do calendário vacinal (sarampo, coqueluche, meningite, gripe e febre amarela).
Procurado pelo Comprova, Magno Malta não respondeu ao pedido de informações. Até a data de publicação da checagem, seu vídeo havia alcançado mais de 144 mil visualizações no Facebook. A verificação foi realizada pelo Popular, Jornal NH e CNN Brasil, e foi validada por outros veículos. Veja a verificação na íntegra .
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