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O mundo gira hoje em torno de um vírus avassalador, que já levou vidas e derrubou economias, mas que também já nos deixou algumas lições. A primeira delas diz respeito à desigualdade social, que ainda é a maior mazela de nosso país. A segunda é que a ciência, somente ela, é quem nos salvará, não só da morte, mas da miséria do povo e da nossa falência como Estado.
Nações de economia forte e com os melhores índices de desenvolvimento humano do mundo investem massivamente em pesquisa, educação e tecnologia. A equação é simples: países ricos são ricos justamente porque sabem onde investir.
Em décadas recentes, países que enfrentaram crises financeiras aumentaram seu investimento em pesquisas para retomar seu desenvolvimento e crescer em longo prazo. O Brasil, no entanto, faz o oposto quando a maior liderança do país se coloca contra as orientações de organismos internacionais, como a OMS (Organização Mundial de Saúde).
Ao vetar a obrigatoriedade do uso de máscaras para proteger seu povo, o presidente incide em vários retrocessos: rumo ao fracasso econômico, ao genocídio, à destruição da imagem internacional do país, da saúde e da vida — a sua própria, inclusive. Ele caminha na direção de muita coisa, mas não do avanço científico.
No dia 8 de julho, Dia Nacional da Ciência, protocolei uma Indicação que sugere ao presidente a apresentação de um projeto de lei para vedar cortes nos recursos destinados a órgãos e agências voltadas a pesquisas científicas. Constitucionalmente, essa é uma matéria cuja iniciativa é de competência privativa do chefe do Poder Executivo. Contudo, como senadora por São Paulo e cidadã admiradora da ciência, de forma alguma poderia ficar inerte em um momento em que a ciência precisa não só ser enaltecida, mas blindada de qualquer dano ou retrocesso.
Mara Gabrilli
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