Entrevista

Como o feminismo negro reescreve a história, segundo Patricia Hill Collins

Juliana Domingos

21 de outubro de 2019(atualizado 28/12/2023 às 22h03)

A socióloga americana falou ao ‘Nexo’ sobre a relação entre ativismo e academia e a importância de incluir vozes diferentes na construção de conhecimento

FOTO: ARTUR RENZO/DIVULGAÇÃO

Socióloga americana Patricia Hill Collins veio ao Brasil para participar do seminário Democracia em colapso? e falou ao Nexo na sexta-feira (18)

O movimento social que ganhou o nome de feminismo deixou de fora de sua pauta, durante boa parte do século 20, as dificuldades específicas enfrentadas por mulheres negras – além de outros grupos, como mulheres lésbicas e pobres. Não obstante, as mulheres negras vêm desde muito tempo teorizando a própria condição e criando estratégias para superá-la.

“Opressão é um termo que descreve qualquer situação injusta em que, sistematicamente e por um longo período, um grupo nega a outro grupo o acesso aos recursos da sociedade (…) a convergência das opressões de raça, classe e gênero, característica da escravidão nos Estados Unidos, configurou todas as relações subsequentes que as mulheres de ascendência africana vivenciaram nas famílias e comunidades negras no país, com empregadores e umas com as outras. Também fez surgir o contexto político em que o trabalho intelectual das mulheres negras se desenvolveu”.

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