‘Não dá para ficar compondo com quem alimenta o conflito’
Antonio Mammi
17 de setembro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h23)Autor de livro sobre a evolução jurídica ao longo da história, Fábio Ulhoa Coelho explica como Bolsonaro se coloca à margem do direito e inviabiliza o diálogo institucional
O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Michel Temer
A relação entre os Poderes no Brasil vive mais um momento de trégua diante dos inúmeros conflitos semeados por Jair Bolsonaro desde que assumiu a Presidência da República em 2019. Depois de semanas de ameaças institucionais, coroadas com atos em 7 de setembro nos quais prometeu desobedecer o Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro recuou. Sob aconselhamento de Michel Temer, seu antecessor, ele assinou no dia 9 de setembro uma “carta à nação” falando em harmonia institucional.
Para Fábio Ulhoa Coelho, professor de direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a composição mediada por Temer pode ser um tiro no pé. Autor de “Biografia não autorizada do direito” (WMF Martins Fontes), ele qualifica Bolsonaro como um “irrazoável”: alguém que não tem interesse em solucionar conflitos e que se coloca na contramão da história do direito.
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