Como Putin força a Europa a rever sua arquitetura de defesa
João Paulo Charleaux
24 de fevereiro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h23)Paul Maurice, pesquisador do Centro Francês de Relações Internacionais, de Paris, fala ao ‘Nexo’ sobre o impacto da invasão da Ucrânia na concepção de defesa do continente europeu
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O presidente russo, Vladimir Putin, durante uma parada militar em Moscou
Em agosto de 2019, o presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no balneário mediterrâneo de Brégançon e disse a ele: “Estou convencido de que o porvir da Rússia é plenamente europeu . Nós acreditamos nessa Europa que vai de Lisboa a Vladivostok”. Três meses depois, em novembro de 2019, o presidente da França deu uma entrevista de enorme repercussão à revista britânica The Economist na qual declarou que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) havia sofrido “ morte cerebral ”, pois era uma estrutura inviável no contexto atual.
Naquele ano, o presidente francês fazia contraponto ao então presidente americano, Donald Trump, e buscava formas de redesenhar diplomaticamente o espaço europeu de segurança, tentando contornar o unilateralismo de Washington, enquanto buscava acomodar as idiossincrasias de Moscou.
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