‘CBF tem de abraçar pauta antipreconceito na Copa feminina’
Lucas Zacari
19 de maio de 2024(atualizado 20/05/2024 às 22h08)Jornalista e pesquisadora do futebol de mulheres, Lu Castro fala ao ‘Nexo’ sobre a escolha do Brasil como sede do torneio mundial em 2027 e sobre as oportunidades que o evento traz
Delegação brasileira comemorando o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027
A Fifa anunciou na madrugada de sexta-feira (17) que o Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina de futebol de 2027. A escolha foi feita durante um congresso da entidade realizado em Bangkok, na Tailândia. Essa será a décima edição da competição, disputada desde 1991. É a primeira vez em que o torneio feminino será disputado na América do Sul.
Além de aumentar a visibilidade do futebol feminino no país, a jornalista e pesquisadora do futebol de mulheres Lu Castro disse ao Nexo que essa pode ser uma oportunidade para que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) se dedique de forma efetiva no combate ao machismo, à homofobia e à transfobia no esporte.
O torneio mundial de seleções de 2027 será o terceiro que o Brasil sedia. O país já recebeu duas Copas masculinas: em 1950 e em 2014. Dos 12 estádios utilizados há 10 anos, a Arena da Baixada, em Curitiba, e a Arena das Dunas, em Natal, não terão jogos.
Lu Castro entende que o futebol feminino tem evoluído no país, mas que as jogadoras ainda precisam aprimorar questões dentro e fora de campo para disputar o título contra as seleções europeias. “Há a compreensão de um posicionamento tático, embora eu siga criticando a ausência de tomada de decisão e uma certa desobediência tática quando nos encontramos em situação delicada no placar”, explica. Leia abaixo a entrevista:
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