Wesley Barbosa: ‘A literatura periférica é um ato de resistência’
Lucas Zacari
09 de outubro de 2024(atualizado 10/10/2024 às 07h55)Escritor fala ao ‘Nexo’ sobre sua produção literária e o cenário da literatura periférica. Ele é um dos convidados da Flip de 2024, em atração em que o ator Pedro Cardoso fará a leitura de um de seus livros
O escritor Wesley Barbosa
A 22ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) tem início nesta quarta-feira (9) e vai até domingo (13). O evento terá, pelo segundo ano seguido, a Casa da Favela, uma iniciativa criada pela ANF (Agência de Notícias das Favelas) que reúne artistas e pesquisadores periféricos do país.
Uma das principais atrações na Casa da Favela será a leitura de trechos do romance “Viela ensanguentada” (2022), do escritor Wesley Barbosa, pelo ator Pedro Cardoso, na noite de abertura da Flip. A sessão ainda terá um bate-papo entre Barbosa, uma das principais vozes da literatura periférica paulista, e Cardoso.
Desde quinta-feira (3), uma campanha nas redes sociais arrecadou mais de 60 exemplares de “Viela ensanguentada” para doação para presídios femininos. Segundo a Lei de Execução Penal de 2011, a pena de uma pessoa presa diminui quatro dias a cada livro lido.
Barbosa afirmou que a campanha surgiu após sua visita ao CPP (Centro de Progressão Penitenciária) Feminino do Butantã, em São Paulo. “Quando eu entrei naquele lugar e comecei a conversar com elas, não parecia que eu estava num presídio. O olhar de sofrimento delas é o mesmo olhar de sofrimento que eu retrato nos meus personagens”, disse o escritor ao Nexo.
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