Entrevista

‘Violência estatal é praticada para perpetuar racismo’

Mariana Vick

03 de novembro de 2024(atualizado 04/11/2024 às 15h46)

Coordenador de pesquisa do Afro-Cebrap, Paulo César Ramos fala sobre seu novo livro ‘Gramática negra contra a violência de Estado’, que reconstitui história de protestos do movimento negro contra brutalidade policial

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FOTO: Lucas Landau/Reuters - 24.ago.2023Dois homens e uma mulher negra, jovens, seguram cartazes contra a violência policial na rua.

Manifestantes participam de ato contra a violência policial contra a população negra no Rio de Janeiro

Pessoas negras têm 3,8 vezes mais chances de morrer de intervenção policial do que pessoas brancas no Brasil, segundo a edição de 2024  do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Há décadas, o movimento negro denuncia a situação. “A violência policial é praticada para a perpetuação do racismo”, segundo Paulo César Ramos, autor do novo livro “Gramática negra contra a violência de Estado”.

Lançado nesta quinta-feira (31) em São Paulo pela Editora Elefante, o trabalho investiga acervos do movimento negro brasileiro para criar uma linha do tempo dos protestos que denunciaram a violência de Estado nos últimos 50 anos. Grande parte desses atos ocorreu a partir de casos emblemáticos de violência contra pessoas negras no Brasil. As palavras de ordem mudaram nesse período: de discriminação racial, hoje se fala abertamente em genocídio pela brutalidade policial.

Nesta entrevista, feita ao Nexo na quarta-feira (30), por telefone, Ramos — que também é pesquisador e coordenador de pesquisa do núcleo Afro-Cebrap — explica a relação entre racismo e violência policial, o contexto em que o tema entrou nos protestos do movimento negro e a transformação do discurso das denúncias ao longo das décadas. Fala também sobre as contribuições do trabalho para a memória negra no Brasil.

Como violência e racismo se relacionam e se retroalimentam?

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