Explicado

Delação: o instrumento que mexe com a República

Lílian Venturini e João Paulo Charleaux

11 de dezembro de 2015(atualizado 28/12/2023 às 08h03)

Mecanismo está em evidência desde que a Operação Lava Jato veio à tona e desperta reações favoráveis e contrárias no mundo jurídico

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    FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AG. BRASIL – 25.08.2015

    Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa

    Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa em sessão da CPI da Petrobras, em 2015

    A delação premiada (ou colaboração premiada) é um instrumento jurídico usado para desbaratar redes criminosas pelo mundo. No Brasil, ela entrou em evidência atualmente em razão da Operação Lava Jato , que revelou um megaesquema de desvios em contratos da Petrobras, maior estatal do país, a partir de 2014. Foi, em parte, graças a esses depoimentos que investigadores chegaram a nomes de poderosos da política e da economia do país – alguns deles estão presos preventivamente e condenados.

    Mas o uso desse artifício, cujas origens remetem às Ordenações Filipinas (1603-1867) do Brasil Império, desperta reações contrárias no meio jurídico. Seus críticos dizem que o recurso à delação – e, principalmente, ao que consideram um uso abusivo das prisões provisórias, usadas, segundo eles, para forçar delações – viola princípios caros ao direito, como a presunção de inocência e o direito à defesa. Além disso, temem que o uso recorrente do instrumento enfraqueça outros métodos de investigação.

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