A proibição não consegue acabar com o doping no esporte. Então, por que a mantemos?
André Cabette Fábio
07 de agosto de 2016(atualizado 16/07/2024 às 14h12)Doping estava presente na primeira Olimpíada moderna, no final do século 19, e passou a ser considerado um problema maior apenas em 1960
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Maria Kuchina, atleta Russa que pratica salto com vara e está entre as barradas da Olimpíada 2016
A proximidade de Jogos Olímpicos também costuma trazer debates sobre casos de doping entre atletas. O fenômeno é antigo, mas o uso de substâncias nos esportes nem sempre foi visto da mesma forma.
Segundo um documento do Instituto de Esportes de Varsóvia, na Polônia, o uso de substâncias para melhorar a performance é relatado desde a Antiguidade. Atletas gregos ingeriam cogumelos especiais e testículos de animais, e os gladiadores romanos faziam uso de estimulantes misturados ao álcool para lidar com ferimentos e fadiga.
Em entrevista ao site “Vice Sports” publicada em agosto de 2016, o ex-chefe da federação americana de atletismo Doug Logan afirmou que o doping é generalizado no esporte do país. “É uma guerra que nós não vencemos, não podemos vencer e na qual não deveríamos estar envolvidos”, disse o ex-dirigente.
Martin Polley, historiador especializado em Olimpíadas, concorda: “O doping sempre foi parte das Olimpíadas, mas drogas não foram sempre vistas como um problema, elas se tornaram um problema”, afirmou Poley, da universidade Britânica de Southampton, em entrevista à agência de notícias “Reuters”.
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