Expresso

A chacina de Campinas e os motivadores de um feminicídio

Juliana Domingos

02 de janeiro de 2017(atualizado 28/12/2023 às 12h33)

Técnico de laboratório invadiu festa de Réveillon e matou 12 pessoas, entre elas sua ex-esposa e seu filho de 8 anos. Ex-ministra e diretora de ONG debatem o caso e as questões de gênero que ele envolve

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FOTO: NAOMI/CREATIVE COMMONS

Dados do Mapa da Violência de 2015 mostram que, só em 2013, houve 13 feminicídios por dia no Brasil. Mais da metade cometidos por familiares

O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, invadiu a festa de Réveillon onde estavam reunidos familiares da ex-esposa, em um bairro de classe média de Campinas, assassinou 12 pessoas, deixou outras três feridas e, em seguida, se matou. Entre as vítimas estavam sua ex-companheira e seu filho de 8 anos.

Ao todo, nove mulheres foram mortas na noite de 31 de dezembro de 2016. Pelas evidências colhidas até agora, o caso tem as características de um feminicídio: o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher, com motivações ligadas ao ódio, desprezo ou o sentimento de perda do controle e da “propriedade” sobre o sexo feminino, comum em sociedades marcadas pela desigualdade de gênero. Em 2015, o feminicídio passou a ser caracterizado como um tipo específico de crime, punido com agravantes.

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