Expresso

Como o Irã censura e persegue cineastas premiados

Natan Novelli Tu

05 de março de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h37)

Mohammad Rasoulof ganhou o Urso de Ouro, maior prêmio do festival de Berlim, semanas depois de ser sentenciado à prisão por fazer propaganda contra o governo

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FOTO: STEPHANE MAHE/REUTERS

Homem de terno olha para a esquerda da câmera, e apoia as mãos numa mesa. Ao fundo, várias pessoas o observam sentadas

Mohammad Rasoulof no festival de Cannes, em 2017, para a estreia mundial de ‘Um homem íntegro’

O Urso de Ouro de 2020, prêmio mais importante do festival de cinema de Berlim, foi dado no sábado (29) ao filme iraniano “There is no evil” (“Não existe mal”, em tradução livre), dirigido por Mohammad Rasoulof. Algumas semanas antes, o cineasta teve confirmada uma sentença que havia recebido em julho de 2019: um ano de prisão por fazer “propaganda contra o governo” em seus filmes anteriores.

A decisão da Justiça iraniana é questionada por grupos de direitos humanos, especialmente por vir na mesma semana em que o governo decidiu liberar milhares de detentos na tentativa de evitar a transmissão em massa do coronavírus em presídios do país. Rasoulof está no Irã, mas ainda não foi preso pelas autoridades.

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