Bolsonaro sem lavajatismo, sem liberalismo e com o centrão
Guilherme Henrique
24 de abril de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h39)Discurso contra a ‘velha política’ se choca com oferta de cargos a partidos com histórico de fisiologismo. Ideias econômicas de Guedes perdem espaço na pandemia. E promessa de combate à corrupção se enfraquece após acusações de Moro
Bolsonaro reuniu ministros para rebater acusações de Sergio Moro em pronunciamento nesta sexta-feira (24)
Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil em outubro de 2018 com um discurso público que era sustentado em alguns pilares. O fim da “velha política” e do “toma-lá-dá-cá” no Congresso, o liberalismo econômico com redução do Estado e o combate à corrupção com apoio à Lava Jato eram alguns deles. O ex-deputado e capitão reformado do Exército também apostava na proximidade com militares e numa ampla rede digital de defensores de suas ideias de extrema direita.
Em menos de 16 meses de governo, boa parte do discurso do presidente da República perdeu força. O ex-juiz Sergio Moro, ícone da Lava Jato, pediu demissão do Ministério da Justiça e atacou Bolsonaro ao dizer que o presidente tentou interferir em investigações da Polícia Federal.
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