Como a disputa entre Bolsonaro e Doria pode afetar a vacinação
Estêvão Bertoni
19 de outubro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h53)Governador de São Paulo promete disponibilizar imunizante contra a covid-19 em dezembro de 2020. Ministério da Saúde traçou cronograma para abril de 2021 sem citar iniciativa paulista
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Enfermeira mostra vacina da Sinovac, testada em voluntários no Rio Grande do Sul
O Ministério da Saúde e o governo do estado de São Paulo têm travado uma disputa em torno de uma possível vacina contra o novo coronavírus. A politização do tema entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador paulista, João Doria, — que apostam no desenvolvimento de imunizantes contra a covid-19 diferentes —, acentuou-se em outubro e preocupa os estados porque pode afetar o cronograma de vacinação.
No final de setembro, Doria se antecipou ao ministério e anunciou a intenção de disponibilizar já na segunda quinzena de dezembro de 2020 a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. Inicialmente, os profissionais de saúde seriam o público-alvo. Segundo o governador, o estado teria 60 milhões de doses da chamada Coronavac até o final de fevereiro de 2021, o que daria para imunizar toda a população do estado até lá.
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