Expresso

Como os ataques à Coronavac alimentam o discurso antivacina

Estêvão Bertoni

24 de outubro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 12h55)

Apesar de movimento contra vacinação ter pouca adesão no Brasil, falas de Bolsonaro que desacreditam imunizante chinês têm contribuído para a disseminação de fake news sobre o assunto, dizem pesquisadores

FOTO: TATYANA MAKEYEVA/REUTERS – 12.OUT.2020

Mulher usando máscara recebe injeção no braço esquerda de enfermeira usando roupa especial e capacete de proteção, durante testes de vacina contra a covid, na Rússia

Médica participa como voluntário de testes de vacina contra o novo coronavírus, na Rússia

Depois de cancelar na quarta-feira (21) o acordo de compra pelo Ministério da Saúde da vacina que vem sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro intensificou os ataques ao imunizante, batizado de Coronavac. Em suas declarações, ele tem tentado desacreditar a vacina por sua origem — apesar de os resultados das fases de testes terem mostrado que ela é segura . Segundo pesquisadores, o discurso presidencial passou a alimentar grupos antivacina na internet.

Historicamente, movimentos de pessoas que se opõem à vacinação nunca conseguiram se organizar de maneira efetiva no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em países da Europa. Mas com a pandemia do novo coronavírus, pesquisadores identificaram um aumento de publicações no país que espalham desinformação sobre imunizantes.

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