Expresso

Como a crise toma as Forças Armadas nos 57 anos do golpe

Isabela Cruz

30 de março de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h03)

Queda da cúpula do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por divergências com Bolsonaro ocorre na véspera de 31 de março, quando militares celebram ditadura que assassinou, torturou e perseguiu opositores

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FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS – 28.NOV.2019

Soldados fotografados contra a luz na rampa do Palácio do Planalto

Soldados durante cerimônia de troca da Guarda Presidencial

Às vésperas de 31 de março de 2021, data em que as Forças Armadas celebram o golpe que jogou o Brasil numa ditadura de duas décadas (1964-1985), os militares passaram a protagonizar a mais nova crise política do governo Jair Bolsonaro. Com quadros da ativa e da reserva ocupando mais de 6.000 cargos civis na máquina federal, eles viram a demissão do Ministério da Defesa pelo presidente da República e a posterior queda dos comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica .

O discurso militar nos bastidores é de que as Forças Armadas estão se recusando a “politizar” sua atuação. Mas seu envolvimento com o governo Bolsonaro, um capitão reformado que atuou por quase 30 anos como deputado, mostra uma relação estreita entre os oficiais e a política nunca registrada desde a redemocratização do país. Relação que é apontada, inclusive, como causa da atual crise .

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